12 fevereiro 2007

Yes, nós temos carnaval!

Sim, sim!! É festa! É a semana que se inicia a maior festa popular nacional: o Carnaval! Uma festa que se teve início, a princípio para se celebrar a possibilidade de se comer carne, se transformou na maior festa pagã e sinônimo de pura luxúria no Brasil. Começa o festival de peitos e bundas que balançam freneticamente em frente as câmeras de televisão. As pessoas perdem a vergonha e andam como vieram ao mundo... ou quase. Chegou a hora de ganhar dinheiro!
Hoje em dia, os carnavais do país perderam aquela coisa inocente de anos atrás... Um festa de rua, em que as pessoas se fantasiavam, bebiam um pouco mais, é verdade, mas tinham um único propósito de se divertir. Hoje, mesmo sendo na rua, você precisa pagar de R$300,00 a R$ 500,00 por uma camiseta horrenda chamada de abadá. O trio elétrico passa com cantores que trazem em suas músicas palavras como: "beijo, bunda, sexo, peitinho, agachadinho e etc.". O povo sai beijando... não interessa se tem um dente faltando, bafo ou dentadura... O importante é beijar. Chegar no fim do dia e contabilizar o número de pessoas que beijou. Quem se importa com o artista que pula, sua e tranpira em cima daquele caminhão? O negócio é mirar a vítima e partir para o abate. Então, fora da corda estão os que não podem pagar... O bloco da "pipoca". Um mix de curiosos, turistas sem grana e marginais que só estão esperando a oportunidade para passar mão no objeto alheio. É... carnaval não é mais o mesmo.
Se você quiser ver um desfile, ver sua escola passar, vai ver fantasias que se repetem a cada ano, sem inovações, com batidas que são as mesmas em todas as escolas e letras que contam uma história... Uma história que ninguém presta atenção. Aí, vem os sambistas que protestam que a batida não é a mesma. Acredito mesmo que não seja! Para um nível técnico de conhecimento, não é mesmo... Mas para o povão, quem se importa?
Quer sair numa escola? Tem que pagar! Afinal, eles não desfilam luxos e carros enormes de graça. Quer ir ao baile? Tem que pagar! Carnaval de rua, como dito? Tem que pagar. Enfim, é uma festa popular, do nosso país, em que temos que pagar, e caro, para nos divertir. Durante 4 dias vamos ver a nova Globeleza rebolar sua bunda brilhante na frente de espelhos nas vinhetas da Globo. Na terça-feira e na quarta-feira, ouviremos os presidentes das ligas das escolas de samba, cantando, antipaticamente aquelas notas: "Nota Dééééééézzz". Veremos repórteres cobrindo bailes de carnaval, começando suas perguntas, gritando no microfone dizendo: "Vem cá, me diz uma coisa...". Veremos atrizes ou aspirante à atrizes dizendo que vão desfilar em cinco escolas, que adoram o carnaval, que a fantasia é isso e aquilo. Manchetes de jornais dizendo: "Fulana brilha na passarela do samba." ou "Siclana mostra que tem samba no pé.". É isso: esse é o nosso carnaval! Entra ano e sai ano, começamos a ver as mesmas coisas... Dependendo de "quem" desfila, vemos as coisas caindo ou sendo esticadas... Entrevistinhas medíocres, festas que só tem objetivo de promover o sexo e quatro dias de total improdutividade. E só e somente no dia 26 de fevereiro o ano de 2007 começa de fato!

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