Terça-feira, 13 de fevereiro de 2007. Mais um dia, faltando pouco para o carnaval. Mais um dia em que vence uma fatura de cartão de crédito, uma conta de celular, outra fatura de outro cartão de crédito, aquela parcela do financiamento que você fez no banco e PUF! Seu dinheiro já era. Eu fico impressionado com a proporção do que você recebe no mês em comparação com o que você tem que pagar. Pelo menos comigo não chega nem ficar no zero a zero. Ou seja, o que recebi, pago as dívidas. Sempre fica algo negativo. E o banco, claro, o banco sorri à toa. Na hora de puxar seu saldo no fim do mês você vai encontrar, além do saldo negativo, taxa de juros referente ao uso do seu cheque especial, mais a taxa de uso do cheque especial. Aí , o que você faz, quer sair, beber com os amigos, dar uma namorada e não tem dinheiro no banco? Bendito seja o cartão de crédito. Faço coleção deles. Fiquei chocado quando fui fazer uma pequena faxina na minha carteira e descobri que tenho 6 opções de cartão. Sou quase um milionário e não sei! Basta somar os limites. Mas e quando vem a fatura? Putz... Dói até aquela úlcera, que ainda não se formou, mas um dia vai tomar conta do seu estômago. Aí, você volta para seu limite do cheque especial. Faz uma conta rápida e conclui que é melhor dever para o banco do que para o cartão. E mais uma vez, sua conta fica negativa. Sei que não sou o único que vive dessa forma, o que me faz refletir uma coisa: se não tívessemos dívidas, qual seria nosso objetivo de vida? Ser muito rico, ter dinheiro a dar com pau na conta, não tem graça. O bom é você gastar na hora, sair do shopping com aquela satisfação no rosto, ouvir aquele barulhinho da máquina do cartão de crédito imprimindo sua notinha e, só lá no fim do mês, é que você vai "pensar" em como pagar... O importante é ter aquilo que você tanto queria na mão, não é mesmo? Você não sabe o dia de amanhã... E se for atropelado na próxima esquina?... Mas o que eu quero dizer mesmo é que dívida está se tornando um estilo de vida. É até "chique" você comentar com seu amigo: "Agora vou lá no banco falar com meu gerente, preciso que aumente meu limite.", ou então, "Vou ligar no banco ver como está meu saldo e pedir um cartão de crédito.". Viver individado está em alta. E se você não se encontra nessa situação, não se preocupe, logo, logo você chega lá.
13 fevereiro 2007
Dívida não é bom... mas pode ser.
Terça-feira, 13 de fevereiro de 2007. Mais um dia, faltando pouco para o carnaval. Mais um dia em que vence uma fatura de cartão de crédito, uma conta de celular, outra fatura de outro cartão de crédito, aquela parcela do financiamento que você fez no banco e PUF! Seu dinheiro já era. Eu fico impressionado com a proporção do que você recebe no mês em comparação com o que você tem que pagar. Pelo menos comigo não chega nem ficar no zero a zero. Ou seja, o que recebi, pago as dívidas. Sempre fica algo negativo. E o banco, claro, o banco sorri à toa. Na hora de puxar seu saldo no fim do mês você vai encontrar, além do saldo negativo, taxa de juros referente ao uso do seu cheque especial, mais a taxa de uso do cheque especial. Aí , o que você faz, quer sair, beber com os amigos, dar uma namorada e não tem dinheiro no banco? Bendito seja o cartão de crédito. Faço coleção deles. Fiquei chocado quando fui fazer uma pequena faxina na minha carteira e descobri que tenho 6 opções de cartão. Sou quase um milionário e não sei! Basta somar os limites. Mas e quando vem a fatura? Putz... Dói até aquela úlcera, que ainda não se formou, mas um dia vai tomar conta do seu estômago. Aí, você volta para seu limite do cheque especial. Faz uma conta rápida e conclui que é melhor dever para o banco do que para o cartão. E mais uma vez, sua conta fica negativa. Sei que não sou o único que vive dessa forma, o que me faz refletir uma coisa: se não tívessemos dívidas, qual seria nosso objetivo de vida? Ser muito rico, ter dinheiro a dar com pau na conta, não tem graça. O bom é você gastar na hora, sair do shopping com aquela satisfação no rosto, ouvir aquele barulhinho da máquina do cartão de crédito imprimindo sua notinha e, só lá no fim do mês, é que você vai "pensar" em como pagar... O importante é ter aquilo que você tanto queria na mão, não é mesmo? Você não sabe o dia de amanhã... E se for atropelado na próxima esquina?... Mas o que eu quero dizer mesmo é que dívida está se tornando um estilo de vida. É até "chique" você comentar com seu amigo: "Agora vou lá no banco falar com meu gerente, preciso que aumente meu limite.", ou então, "Vou ligar no banco ver como está meu saldo e pedir um cartão de crédito.". Viver individado está em alta. E se você não se encontra nessa situação, não se preocupe, logo, logo você chega lá.
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