Casamento é algo que é tradicional... Toda mulher sonha, um dia, entrar em uma igreja, vestida de branco, com coro, muitos convidados, decorações faraônicas e uma festa para deixar todos os convidados bêbados e felizes... Mas casamento, além de tradição, virou algo repetitivo e, de certa forma, chato. Desculpem-me os casados... Mas é chato!
Primeiro, os preparativos de um casamento começam pelo menos um ano antes da data da celebração. Os noivos faltam ficar loucos. Uma lista enooooorme de coisas á fazer e, principalmente à pagar, vão deixando os dois velhos, cansados e desgastados, antes mesmo de casarem. É lista de convidados, vestido, fraque, sapatos, decoração, Buffet, músicas... Ai, as músicas... e por aí, vai!
Chegando o dia do casamento, os convidados, ou melhor, AS CONVIDADAS, se arrumam para aparecerem mais do que a noiva. Felizes das noivas que decidem colocar as madrinhas com a mesma roupa. Para os homens, não há problema. Básico, fino, clássico. Ponto final. As madrinhas e convidadas escolhem vestidos de tons de cores que, se colocássemos uma ao lado da outra, teríamos um arco-íris humano numa festa de casamento.
Aí começa a cerimônia... Começamos a pensar: “será que o padre vai demorar?”... Afinal, todos estão esperando pela festa. A cerimônia todos já sabem! De cor e salteado. Durante a cerimônia, vez ou outra aparece alguém querendo aparecer e desmaia... Normal... É o calor da emoção, não é mesmo? Acabando, o padre declara os noivos marido e mulher, padrinhos e madrinhas começam a descer do altar e a sair da igreja. O mais engraçado é ver a cara deles... Todos com um sorriso amarelo no rosto, alguns suados pois as luzes das câmeras da equipe de filmagem esquentam até a alma, ainda mais dentro de fraques e vestidos pesados, não fica nada fácil. Aí, segue a carreata para o salão de festa. Chegando lá, os noivos, claro, serão os últimos a entrarem, todos já vão secos na bebida! As tias e as invejosas já vão botando o olho em tudo e já fazendo críticas ou...elogios... A música começa a tocar baixo, alguns salgadinhos são servidos e bebidas começam a rolar. Todos tímidos, devidamente trajados, sorrindo e conversando em tom tolerável. Então, a música muda, os noivos chegam ao som de uma música escolhida pela noiva, claro, aplausos e ovações... O jantar é servido, e a bebida continua rolando... Os noivos, então, coitados, passam de mesa em mesa para cumprimentar os convidados... Não era mais fácil subir no palco e agradecer a galera? Ocasionalmente cumprimenta um e outro... Afinal, só os que realmente vão fazer questão de cumprimentar são as tias velhas, os pais, claro, e aqueles amigos mais próximos, ou só aqueles invejosos... Então, começa aquela seleção de músicas que toda festa de casamento tem: anos 70, anos 80, sertanejo, forró, tudo com direito a brindes equivalentes à cada ritmo. Ah, me esqueci da valsa dos noivos... Que dá o start da festa.
Daí pra frente tudo desanda... As gravatas são afrouxadas, os sapatos são deixados de lado, as maquiagens começam a derreter e... O temido grupinho da gravata do noivo começa a passar... Como eu odeio essa hora? Por acaso eu tenho culpa que ele casou? Eu fui CONVIDADO!! E o convite não dizia que eu tinha que pagar para o noivo viajar em lua-de-mel enquanto eu continuo camelando... Helloooooo!!!!!
Mas beleza... Passando isso, você já começa a ver gente de óculos escuro de gatinho puxando você para dançar... Meu cooh!!!! Mas, você faz a fina e vai mesmo assim...
E o palquinho de dança, normalmente fica na frente das mesas... Quando você olha para as mesas, a maior parte está vazia, só as tias velhas estão sentadas, impacientes, esperando sobrinhos, filhos ou netos levarem todas para a casa... Aliás, uma sugestão para os próximos casamentos: uma vã só para as tias velhas deixando cada uma em sua respectiva residência.
Quase acabando a festa, as quase tia velha já puxam seus maridos para irem embora e, lóóóógico, já aproveitam para levar os arranjos em cima das mesas... Acham que vai cair bem na mesinha de centro de casa, sabe? Lá pelas tantas, os noivos ficam com os pais e os verdadeiros amigos... Aí, sim... Para mim, o melhor momento da festa, onde falamos mal de todos, deduramos os surrupiadores de arranjos, apontamos os bêbados da festa e os(as) ridículos(as) do casamento...
Mas, não deixa de ser previsível... Por isso, abro a campanha: FAÇA UM CASAMENTO DIFERENTE, como esses aí embaixo:
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