26 dezembro 2007

Solidariedade e caridade natalina?

Todos os anos vemos a mesma cena, mas esse ano, em particular, parece que a coisa cresceu mais ainda. A solidariedade natalina é comovente. Todos os anos, o espírito de natal toca os corações das pessoas, que resolvem ajudar aqueles que precisam. Isso tem um lado bom e tem um lado ruim. O lado bom é que, fazer o bem, traz uma sensação boa para quem dá. Conseqûentemente, traz muita alegria para quem recebe. Ponto.
O lado ruim da história? Muitos daqueles que precisam de ajuda, não necessariamente precisam. Preferem ficar sentados, encostados, vivendo de bolsa família ou explorando crianças em semáforos ou simplesmente ficam sentadas esperando a banda passar.
Não estou generalizando, mas que isso acontece, acontece.
Pagamos um absurdo de impostos para o governo dar assistência àqueles que realmente precisam. Mas o que acontece? Verbas são desviadas e o governo senta e espera que nós, o povo, faça alguma coisa por eles. Gente, não é nossa obrigação fazer isso! Tudo bem que faz quem quer, mas isso acaba se tornando um ciclo vicioso e de total comodismo por parte do governo e por parte daqueles que não levantam a bunda do sofá para buscar algo diferente e tentar mudar a vida.
Favelados, constroem barracos e os deixam vazios, esperando a prefeitura derrubá-los para pedir indenização.
Outros, entram em movimentos do tipo dos Sem Terras ou Sem tetos, e quando conseguem seu pedaço de terra ou seu teto, vendem e caem de novo no movimento por pura baderna e festa.
O povo hoje perdeu a noção do que realmente tem direito. Manifestação hoje, não tem a mesma conotação de manifestações que estudantes e classes operárias faziam nas décadas de 60 e 70. Hoje se faz greve para ganhar voto. Se vai às ruas para arranjar namorado. Se juntam simplesmente para quebrar patrimônio alheio.
O lema do momento é: "vamos tirar vantagem"... E isso começa desde lá de cima, de nossos governantes, até aquele que se acha injustiçado e mal tem o que comer.
Qual será nosso futuro? Entrega na mão de Deus... Que Deus? Aquele que, aos poucos, estão matando...

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